Seis (deliciosos) motivos para conhecer a gastronomia da Serra Gaúcha

Veja as delícias da culinária na região vinícola do Brasil

Veja as delícias da culinária na região vinícola do Brasil

 

Por Juliana Zorzato*

Seis (deliciosos) motivos para você conhecer a gastronomia da Serra Gaúcha

Que existem motivos de sobra para visitar a região da Serra Gaúcha, a gente já contou por aqui. Vinho, passeios, gente simpática e o clima quente do mês de fevereiro no Rio Grande do Sul tornam as visitas às vinícolas roteiro obrigatório para quem vai ao Sul do país. Mas com tantos atrativos, resolvemos listar também 6 motivos para conhecer a gastronomia da região.

Com influência predominantemente italiana, já dá para imaginar que a viagem vai fazer maravilhas ao seu paladar. À convite das vinícolas de Bento Gonçalves, o Lado B Viagem conheceu (e fotografou!) alguns lugares que fazem da culinária da região uma experiência inesquecível e de dar água na boca.

1 – Casa DiPaolo

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O melhor galeto do Brasil. E não sou eu que estou dizendo. O restaurante recebeu 13 vezes consecutivas o prêmio do Guia 4 Rodas. Localizado na Rota Vale dos Vinhedos, em Garibaldi, segundo o gerente William Paludo, que está na casa há 11 anos, a Casa DiPaolo recebe em média 4 mil pessoas por mês.

Além do galeto, o tórtei e a sobremesa bem típica da região, sagu com creme de vinho e suco de uva, são alguns dos itens no cardápio. O rodízio custa em média R$ 68 por pessoa (sem bebida).

2 – Wine Garden Vinícola Miolo

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Dentro da estrutura da própria vinícola, que recebe mais de 200 mil turistas por ano, há uma boa surpresa gastronômica. Feita dentro de um ônibus, as comidas são servidas ao livre, com almofadas, muito verde e vinho para relaxar. Além de música para os clientes.

O Wine Garden funciona aos sábados, domingos e feriados e o cliente paga somente o que consome. O espaço fica situado paralelo ao Lote 43, o vinhedo que foi ponto de partida da família Miolo no Brasil. De acordo com Morgana Miolo, gerente de exportação para Américas e Ásia da vinícola, a ideia de criar o Wine Garden partiu da vontade de trazer um diferencial que fizesse as pessoas voltarem à Miolo. O destaque aqui fica por conta das empanadas chilenas feitas por uma representante do país. Deliciosas.

3 – Dolcetto do Vale

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Criada por duas irmãs, Dione e Daniela Zaccaron, a marca de doces Dolcetto do Vale se apresenta como um doce gelado que não é nem mousse e nem sorvete. De acordo com Dione, que me recepcionou e esbanjou simpatia colocando a mão na massa para servir os clientes, o doce é feito de maneira artesanal e é livre de glúten.

Apesar de saboroso, não é um doce completamente diferente do que temos no mercado, mas o local é muito agradável e faz valer a pena a visita. A Dolcetto fica na Rota Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves.

4 – Almoço na vinícola Dal Pizzol

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Além da própria comida, harmonizando com o vinho ou o espumante, almoçar em uma vinícola tem um charme todo especial: a paisagem. Na Dal Pizzol, os irmãos Antônio e Rinaldo Dal Pizzol, que comandam a vinícola, foram os guias para que eu pudesse conhecer um pouquinho dos 80 mil metros quadrados que acolhem museu, lago, parreirais, muitas plantas e até um casal de cisne negro. Uma estrutura de encher os olhos.

Cheios de boas histórias, os irmãos também participaram do almoço que é servido aos visitantes e contaram um pouco mais sobre o lugar. A única coisa que eles não contaram, mesmo depois de muita insistência, foi o segredo da sobremesa, o ponto da mousse de iogurte com calda de vinho que roubou a cena no almoço. Vale (e muito) a pena experimentar. A vinícola faz parte da Rota das Cantinas Históricas, a 11 quilômetros do centro de Bento Gonçalves.

5 – Restaurante Caldeira

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Muito bem avaliado em sites de viajantes, o restaurante Caldeira surpreende já pela decoração. O carro-chefe, a polenta mole, que vem acompanhada com ossobuco, pode não sair muito bem na (minha) foto, mas compensa no paladar. A receita veio de Florença, na Itália, e foi adaptada ao gosto do brasileiro, como afirma o dono Rafael Caldeira, que se desdobra para atender a todos com muita simpatia.

Enquanto me mostrava o ambiente rústico e muito bacana do lugar, contou que, junto com o bacalhau, são os pratos mais procurados pelos visitantes. O ossobuco com polenta sai na faixa de R$ 95. Não deixe de provar o pãozinho de entrada, que é delicioso. Para finalizar, a música agradável e a tortinha francesa na sobremesa serão capazes de fazer você salivar quando lembrar da visita.

Rua Antônio Ducatti, 138, bairro Cidade Alta, Bento Gonçalves.

6 – Restaurante Casacurta

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Quando você chega na porta do Restaurante do Hotel Casacurta, fica difícil imaginar o que vai encontrar lá dentro. Pequeno e aconchegante, a decoração lembra um castelo medieval, com luzes na intensidade ideal. Mas se a decoração agrada, espere para provar as delícias do menu.

Desde os pãezinhos da entrada (atente para o pão de manjericão) até a sobremesa, os pratos já saem na frente pelo visual, uma mistura da tradição da comida italiana com a sofisticação da cozinha francesa.

Com a promessa de unir alimentos frescos e de boa qualidade a um preço justo, a média de um jantar fica em R$ 60, o que torna o restaurante altamente recomendável. Aposte no salmão ao molho de ervas com purê de mandioquinha e, para fechar as indicações, a sobremesa: strudel de maçã que, segundo o dono César Nicolini, é receita da sua mãe. Vá, viva essa experiência gastronômica e depois me conta!

Rua Luiz Rogério Casacurta, 510 – Centro, Garibaldi.

 

 

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*A jornalista viajou a convite das vinícolas do Sul do Brasil

 

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Andrea Miramontes - direitos reservados na autoria

Jornalista, viajante, curiosa, vegetariana e protetora de animais