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Se ama viajar, sustentabilidade tem que entrar no seu radar na hora de escolher férias e investir seu dinheiro em passagens e destinos. E passear com sustentabilidade vai além de não poluir praias.

Inclui recusar passeios e empresas que explorem pessoas ou animais como escravos, além de prestigiar destinos com políticas de ajuda ao ambiente e comunidades.

Vou contar algumas idéias “verdes” e sensacionais que tenho acompanhado em companhias aéreas e destinos, como no principado de Mônaco e na famosa estação de esqui de Aspen.

Mônaco implantou até um programa de redução de lixo no Brasil, sabiam?

Alguns hotéis também fazem a diferença, como com programa de proteção de rinocerontes na África do Sul e a ajuda com trabalho voluntário aos necessitados, como a iniciativa do grupo Hilton.

1 – Hotéis que se importam

Que localização, serviço de excelência e conforto são importantes ninguém discorda.

Mas e se, além de tudo isso, o hotel escolhido ainda reverter parte do dinheiro que você paga para um bem comum?

Recentemente, estive em uma reserva sul-africana que usa o dinheiro do turismo para fortalecer duas frentes, sendo elas um programa de proteção a rinocerontes e outra no auxílio a comunidades locais com Aids.

Ao se hospedar nos lodges e cabanas luxuosas, com safáris inclusos, você também colabora. Não dá orgulho de estar em um lugar desses? A reserva chama-se Amakhala, na África do Sul.

Apoio social pelo mundo a quem precisa é outra iniciativa a ser valorizada, como acontece com o Hilton.

Ao se hospedar em qualquer hotel da rede, você ajuda muita gente sem saber. O hotel tem um programa chamado Travel with Purpose.

A iniciativa interna banca viagens aos funcionários, fora das férias, para que eles trabalhem voluntariamente para quem precisa.

Funcionários são enviados para participar de projetos dos mais variados, desde o auxílio para crianças com deficiência visual em algum canto da África ou Ásia, até colocar mão na massa, literalmente, na construção de casas para quem não tem.

A rede ficou em segundo lugar como um dos “Melhores locais de trabalho do mundo” segundo o Great Place to Work. É a única do setor hoteleiro entre os 10 mais.

Na missão da companhia até 2030 está dobrar investimento para reduzir impacto social. O que isso significa? Isso inclui  políticas para o Planeta, como reduzir emissões de carbono em 61% – como se você tirasse mais de 23 milhões de carros das ruas.

2- Destinos com políticas verdes

A estação de esqui Aspen, nos Estados Unidos, acabou de lançar uma campanha para que os visitantes cobrem de governantes iniciativas de ajuda ao Planeta.

A campanha, que convoca os amantes de neve para se importar com o mundo, chama-se “Give a flake” (Flake, flocos de neve, faz um trocadilho com a expressão Give a shit, que significa importe-se).

Claro que alguns políticos não gostaram de receber uma cartinha dos seu eleitorado cobrando uma posição.

Mas o que importa é que o próprio destino está ao lado do Planeta e se uniu aos visitantes para fazer cobrar políticas pró-ambiente.

A idéia é inteligente e inclusiva. Tenho certeza que vai plantar uma sementinha de vontade da estar em um lugar desses, com este vídeo:

O principado de Mônaco, país minúsculo e luxuoso do lado da França, faz muito mais que nacionalidades gigantes e que recebem mais turistas.

O país é regido pelo príncipe Albert II, que criou uma série de ações como proteção de oceanos,  proteção de mamíferos marinhos,  além de redução de lixo, inclusive, no Brasil.

A Prince Albert II of Monaco Foundation foca esforços em política para mudanças climáticas, desenvolvimento de energias renováveis, biodiversidade e gerenciamento de água.

Para isso, o pais vai além das suas fronteiras e atua no mediterrâneo, em regiões polares, países subdesenvolvidos da África, América do Sul e sudeste asiático. Já foram mais de 420 projetos financiados.

Um dos projetos veio parar em São Paulo. O governo de Mônaco presenteou a cidade com 15 coletores públicos de lixo eletrônico.

Os pontos de coleta começaram a operar no final do mês de maio em vários pontos da capital paulista. Em apenas dois meses, foram coletados mais de 1.2 tonelada de lixo eletrônico a ser reaproveitado.

O vídeo que mostra algumas das belezas do país relembra que Green is the new Glam (ou seja, glamuroso mesmo é ostentar uma natureza linda)

 

3 – Não a animais escravos

Em fotos de viagens, não tem coisa mais  arcaica e insensata do que a selfie com um leão dopado, beijando golfinhos escravos com dentes arrancados ou em “festas” com touros cruelmente sacrificados.

É extremamente inconsequente ostentar a imagem. Isso ajuda a manter a “atração” funcionando, além de incentivar que mais pessoas façam o mesmo, paguem por aquilo e enriqueçam ainda mais quem explora bichos.

Sofrimento não combina  com turismo. Até o Instagram fez uma campanha contra esse tipo de foto.

Hoje, sabendo da realidade desses bastidores, não podemos dar nosso dinheiro a esse tipo de crueldade.

Zoológicos, parques aquáticos que escravizam orcas e golfinhos, supostos “santuários” que deixam turistas carregarem filhotes de onça e outros animais roubados das mães estão com os dias contados.

Não vou colocar imagens dos horrores. Mas depois, veja neste link 8 atitudes para não colaborar com crueldade a animais no turismo

4 – Transporte com menos poluição

Transporte aéreo é um dos que mais emite poluentes no ambiente, gases responsáveis pelo aquecimento global.

Como somos viajantes e não temos como fugir dos aviões, devemos ficar atento a quem merece nosso dinheiro e trabalha para que o impacto no Planeta seja reduzido.

Como isso acontece? Com investimento.

Desde 1990, quando muitos de nós ainda nem voávamos, a Air Canadá se preocupa com a questão. Em 2018, foi eleita a Eco-Airline do ano, pela Air Transport World.

De 90 para cá, a companhia investiu em tecnologia e melhorou a eficiência de combustível em mais de 40%.  Veja bem, se você comprou alguma passagem pela companhia, parabéns, você também ajudou sem saber.

A empresa é a líder no país em um projeto de biocombustível, com o uso de combustíveis renováveis de baixo carbono.

Ela topou cumprir as metas estabelecidas pela International Air Transport Association, de crescimento neutro em carbono a partir de 2020 e redução das emissões de CO2 em 50% até 2050, em relação aos níveis de 2005.

Outra frente de investimento da companhia é em conservação e documentários sobre a fauna. Desde 2012 eles patrocinam a Wildlife Media, uma organização  sem fins lucrativos que faz para projetos de pesquisa e educação em todo o mundo.

O resultado é o projeto Beartrek, no Ártico: