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Aos pés de montanhas sul-africanas, a Cordilheira de Drakensberg, há um estúdio de cerâmica único no mundo, com arte africana que é um luxo só, em sua simplicidade e inclusão.

Ardmore produz peças ímpares, moldadas à mão por artistas de todo continente africano acolhidos pelo estúdio.

Escultura Ardmore no estúdio localizado na África do Sul (Andrea Miramontes/ Lado B Viagem)

Pela beleza e exclusividade, as peças são cobiçadas no mundo todo e viraram presentes nobres para reis e rainhas.  Desenhos Ardmore também já estamparam peças fashion da grife Hermès.

Ao visitar o estúdio, pude ver como trabalham. Meticulosamente, moldam e pintam tudo a mão. Passe a seta deste post do Instagram para ver um dos artistas.

O estúdio é aberto a visitação turística e fica em uma região montanhosa da África do Sul com paisagens que mais parecem pinturas, para onde quer que você olhe.

Vista da janela onde estão os artesãos da Ardmore (Andrea Miramontes/ Lado B Viagem)

Ajuda a artistas

Ardmore nasceu em 1985, na região de KwaZulu-Natal, na África do Sul, a aproximadamente 1h30 de carro de Durban balneário sul- africano na beira do Oceano Índico.

O artista Fee Halsted, do Zimbabue, reuniu a comunidade local para criar o estúdio, juntamente com Bonnie Ntshalintshali, que tinha 18 anos na época e passou a aprender sobre arte em cerâmica.

Tornou-se uma forma de ajudar famílias da região a ter emprego e renda. E foi além, ao revelar verdadeiros artistas.

Artista finaliza escultura da Ardmore, na África do Sul (Andrea Miramontes/ Lado B Viagem)

Todos trabalham de forma autônoma, mas recebem material e treinamento do estúdio. Cada peça é assinada por seu criador.

Não importa de qual parte do continente africano é o artista, todos são bem-vindos. Conversei com artistas do Quênia, Botswana, Zimbabue e de outros países.

Eles  retratam em sua arte cenas do cotidiano, em paisagens com hipopótamos, macacos, elefantes e a mata africana.

Cada um com o seu olhar. Muitos resgatam cenas de infância de seus países.

Não são peças baratas, mas raras e únicas. Uma pequena xícara custa aproximadamente 100 dólares. Já um vaso maior passa dos 20 mil dólares.

Algumas esculturas também podem representar dramas do continente, como o “monstro da AIDS”.

O horror e a tragédia da pandemia pelos quais todo continente passou e que ainda atinge descontroladamente parte dele é retratada como um monstro que devora as pessoas.

Essa peça não está a venda, ela faz parte do portfólio exposto aos visitantes, que podem ver também a coleção de tapeçaria recém-lançada pelo estúdio.

Almoço com vista

O passeio a Ardmore, para quem vem de Durban, pode ser combinado com dois outros lugares.

Alguns km a frente, visite o Capture Site, lugar onde Mandela foi capturado para a prisão e onde há uma das esculturas mais lindas que já vi. Está no item 3 entre os passeios para reviver os passos de Mandela.

E em do lado da Ardmore, aproveite para lanchar ou almoçar com uma paisagem inacreditável.

Caversham Mill é um pequeno restaurante com vinhos sul-africanos e pratos leves tem uma vista maravilhosa para sua refeição.

Entre os vinhos locais mais famosos está os da uva Pinotage, tinto ou rosé. Não deixe de provar a sobremesa mais famosa da África do Sul, malva pudim.

Trata-se de um bolo cremoso com geléia de damasco, servido quente com calda de baunilha e sorvete de creme.

O blog Lado B Viagem esteva na África do Sul a convite da South African TourismLatam Airlines.

A África do Sul de Mandela cinco anos após a morte do líder