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Quem ama animais livres, especialmente golfinhos, tem que programar viagem para a costa Sudoeste da Flórida. Há muitos pontos para vê-los no oceano, ao lado do seu barco ou caiaque.

Não só golfinhos, como manatees (peixe-boi norte-americano), tartarugas, inúmeras aves, aligátores e até tubarões.

Visitei Fort Myers e suas ilhas, Sanibel e Captiva, além de Punta Gorda, na região de Charlotte County, um dos ecosistemas mais ricos do Estado.

Foram os destinos nos quais mais vi golfinhos no mar, a maior concentração deles. Também dei a sorte de aparecerem ao lado do meu caiaque. Um deles até mostrou a cara.

Dezenas de golfinhos livres nadaram e saltaram ao lado do barco em Captiva – Reprodução de vídeo: Andrea Miramontes

Mas não tem nada de sorte. A concentração de vida marinha preservada nesta costa é realmente grande.

Guia premiado e certificado como Florida Master Naturalist, capitão Brian Holaway faz fretamento e passeios nas ilhas de de Captiva e Sanibel desde 1995.

Só ao redor das ilhas, ele calcula que vivam por volta de 600 golfinhos nariz-de-garrafa do Atlântico. E todos os dias é possível vê-los.

“Estou no mar mais de 200 dias por ano, e todos os dias vejo golfinhos aqui”, relata.

Captain Brian Holaway, que faz passeios diários para avistar os animais livres

Golfinho ao redor de Captiva, em foto do Captain Brian Holaway, que faz passeios diários para avistar os animais livres

De acordo com NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), existem nove espécies de golfinhos no Golfo do México. O da espécie nariz de garrafa é o mais comum no local.

A entidade norte-americana de proteção costeira calcula mais de 10 mil golfinhos dessa espécie nessas águas, embora o número exato seja desconhecido.

As outras espécies vivem em águas mais profundas, por isso, o nariz de garrafa é também é o mais avistado nos passeios.

Neste link explico mais sobre esse passeio incrível que parte da viagem a Fort Myers, Sanibel e Captiva.

Turismo em evolução

A busca de turistas por passeios nos quais animais estão animais livres tem sido crescente. É uma tendência no turismo, que faz parte do conceito sustentabilidade.

Os ecossistemas só poderão se manter preservados e equilibrados se os animais, não só golfinhos, como todos, forem mantidos em seus habitats.

Os turistas e os passeios, por sua vez, devem programar a menor intervenção humana possível na observação de animais.

Observação de animais livres deve ser distante, paciente e jamais com interação – Foto Andrea Miramontes

“É cada vez mais comum questionarem as agências de turismo buscando entender se as experiências que vendem levam em conta o bem-estar animal”, ressalta João Almeida, gerente de vida silvestre da ONG internacional Proteção Animal Mundial.

Ao escolher seu passeio sustentável, o especialista ensina a observar alguns pontos. “Evite qualquer tipo de cativeiro e não busque experiências de contato direto”, aconselha.

Ele acrescenta ainda que jamais o turista deve aceitar oportunidades para selfies ou passeios que ofereçam alimentos para atrair os animais.

É ainda recomendado manter distância segura dos animais, para que não tenham seus comportamentos naturais alterados, nem se sintam ameaçados ou estressados.

Agências, passeios e reservas naturais que oferecem sessões de educação ambiental anteriores à experiência são muito bem-vindas.

Foi exatamente o que vi no Sudoeste da Flórida. Ao embarcar em um cruzeiro pra ver os animais livres.

Voluntários da organização Sanibel Captiva Conservation Foundation seguem a bordo junto do turista e explicam tudo sobre os golfinhos.

Como são livres e selvagens, aparecem se quiserem. Mas dezenas chegam a brincar ao lado do barco.

Meu passeio saiu de Captiva e, a bordo, estavam voluntários da Sanibel Captiva Conservation Foundation – Foto Andrea Miramontes

Além de golfinhos, a região também é habitat de tartarugas, inúmeras aves, mais animais, incluindo várias espécies de tubarões, que vão para acasalar, se alimentar e dar à luz.

Durante o passeio de barco, ninguém desce ou chega perto dos animais, que também não são atraídos por comida.

Vá além dos golfinhos. Durante a visita à ilha de Sanibel não deixe de conhecer a reserva natural de animais selvagens  J.N. Ding Darling National Wildlife Refuge.

Lá é possível ver os jacarés americanos livres no mangrove, centenas de aves, tartarugas e outros animais. Funcionários dão uma aula sobre preservação das espécies.

Os animais estão livres, mas também não é permitido atrair, chegar perto, fazer selfies ou alimentar. A multa chega a U$S 500 para quem transgride as regras.

Neste link você encontra mais passeios incríveis de contato com a natureza, para planejar sua viagem à Flórida.

Placas advertem o visitantes sobre multa de 500 dólares para quem alimentar os jacarés da reserva (Andrea Miramontes / Lado B Viagem)

J.N. Ding Darling National Wildlife Refuge (foto Andrea Miramontes)

Reserva J.N. Ding Darling National Wildlife Refuge, na ilha de Sanibel, Flórida – Foto Andrea Miramontes

Artigo publieditorial feito em parceria com o Visit Florida